O amor é para os fortes - Marcelo Cezar

14:14

Olá amores, tudo bem com vocês? Andei sumida por quase um mês por motivos de: a bateria do meu notebook estragou. Mas voltei e acreditem, estava morrendo de saudades do nosso cantinho.  Hoje eu trouxe para vocês a resenha de um livro espírita. Quero deixar claro eu não irei falar de religião aqui. A intenção do post não é de racismo ou muito menos de algum ato xenofóbico para com as demais religiões, dogmas ou doutrinas... E sim compartilhar com vocês a minha opinião sobre este livro.


  "O amor é para os fortes, nos ensina que não existe a relação perfeita, mas sim, a relação possível. Edgar é um jovem romântico, apaixonado por sua esposa Denise, que não o ama e está emocionalmente envolvida com Leandro, um bem sucedido executivo carioca, casado com Letícia, que só se relaciona com Denise em busca da intimidade que não existe mais em seu casamento. Por meio de uma história envolvente, passada nos tempos atuais, o romance retrata as ilusões afetivas na busca de uma relação perfeita, e mostra que é na relação possível que a alma vive as experiências mais sublimes, decifra os mistérios do coração e entende que o amor é destinado tão somente aos fortes de espírito."



Edgar é completamente apaixonado pela sua esposa, Denise. Cego de amor, não consegue enxergar que Denise não o ama de verdade. Denise é o tipo de mulher arrogante, perversa e trata a todos a seu redor com desprezo e só mantém seu relacionamento com Edgar porque ela tinha total controle sobre o seu casamento, o anulando completamente na relação. Denise é amante de Leandro, diretor executivo de uma das maiores fabricantes de TV de plasma e monitores do país, conhecida mundialmente conhecida como “a Companhia”. 

Denise era gerente de uma grande loja de varejos – a Dommênyca. Os dois se conheceram em uma reunião de negócios e a partir daí passaram a se relacionar. Leandro é um homem culto, educado, empresário, um ótimo pai, casado com Letícia com quem tem um filho chamado Ricardo. Embora Letícia fosse uma mulher bonita e respeitada na alta sociedade, o interesse por ela acabou após a morte de seu pai, Émerson. Letícia acabou se tornando uma mulher fria e a consequência disso foi a distância que a mesma colocou entre os dois, dando brechas para que Leandro se aproximasse ainda mais de Denise. Claro que, desde o início Leandro deixou bem claro para Denise qual era a sua real intenção. Ele jamais cogitou se separar de Letícia, embora não existisse nenhum tipo de atração para com ele, ele nunca deixara de ama-lá.

A partir deste momento conseguimos acompanhar uma história cheia de emoções onde a raiva, o ódio, a inveja e todos os sentimentos contrários ao amor tentam prevalecer. Marcelo, expõe com clareza  situações reais das quais muitos de nós já vivenciamos. Entre tantos exemplos, o livro mostra que apesar do destino trágico dos personagens, cada um colhe o que planta e atitudes impensadas sempre terão suas consequências. 


Ao longo da narrativa percebemos a diferença entre o amor puro e verdadeiro em relação ao apego doentio que muitos sentem um pelo outro. Edgar, por exemplo, vê Denise como uma mulher perfeita, virgem maria, boa samaritana... Uma pessoa que na verdade não existe e nunca existiu.

  "Muitos de nós, perdidos nas ilusões afetivas e sedentos de intimidade, buscamos a relação perfeita. Este romance nos mostra que não existe a relação perfeita, e sim,a relação possível. E é nessa relação possível que a alma vive as experiências mais sublimes, decifra os mistérios do coração e entende que o amor é destinado somente para os fortes.'' 

A trama que é muito bem contada por Marcelo, nos mostra o quanto as pessoas confundem amor com comodismo/apego, e usam seu parceiro(a) como muleta pensando que sem ele(a) não poderão viver. Ou seja, empurram o relacionamento com barriga pois o medo de ser feliz é muito maior. Para mim o verdadeiro amor consiste em liberdade,  não nos faz sofrer e  nos permite ser feliz. Com ele nos descobrirmos todos os dias, nos sentimos fortes e não inúteis, dependentes de um amor que na verdade não existe.

Não é o primeiro romance espírita que leio e o que o faz ser diferente dos outros romances na minha opinião, é que ele nos mostra que ninguém, absolutamente ninguém é vitima de nada nessa vida, se algo ruim acontece é para o nosso aprendizado e só foi permitido acontecer porque estava predestinado a acontecer. Esses livros estão sempre repletos de situações cotidianas que nos ensinam e nos fazem enxergar as belezas e verdades da vida, aquela que começa quando parece ser o fim. Assim percebemos que o fim é na verdade só o princípio e que com ele podemos dar o devido valor para o que  ou quem realmente importa! 

Um super beijo e até a próxima! 

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